Análise Zelig (Zelig)
Zelig passa longe de ser um filme ruim. Muitíssimo longe, diga-se de passagem. É um bom filme, mas não chega a ser excelente por alguns pontos que podem parecer bestas, mas no final fazem uma diferença maior que a aparente.Escrito, dirigido e estrelado por Woody Allen. Zelig é uma biografia convincente do homônimo Leonard Zelig, que é conhecido como o homem camaleão por poder adquirir características que quem está a sua volta (nos exemplos do filmes, ele ficou negro no meio de dois negros e ficou gordo no meio de dois gordos). O filme seria uma biografia perfeita de Zelig se não fosse por um simples fato: Zelig nunca existiu.
O filme é rodado em sua maior parte em preto e branco, como se fossem imagens resgatadas de filmagens antigas, com interlúdios em colorido, que são depoimentos de pessoas que conheceram Zelig. Woody também opta por montagens com filmagens de antigas personalidades, como Hitler, inserindo o personagem de Zelig.
Então, em sua proposta (uma biografia inventada) o filme sai com louvores. Mas mesmo curto (1h20min), a fórmula enjoa depois da metade. O resto do filme passamos pensando se aquilo realmente seria um filme de Woody Allen, afinal existem poucos diálogos (mesmo com alguns marcantes), que são a maior marca do roteirista. As ironias também são poucas, mas bem implementadas.
O filme, como dito, está longe de ser ruim. Talvez um worth-seeing, mas sendo de Woody Allen sempre esperamos mais. E se existe um ponto irretocável, é a capa do DVD, mostrando toda a idéia do filme apenas com o nome Zelig.
Nota: 7,0
